domingo, 21 de novembro de 2010

Sem cura pra neurose.


Curtindo a neurose do dia a dia, no metrô, no trabalho, na faculdade. Obrigado a conviver com ela em todos os lugares, para os mals paridos, que estão marcados no cotidiano da cidade. Nessas horas a gente pensa se está no caminho certo ou errado, na maioria das vezes estamos na procura do caminho certo.
Pensamentos de contracultura, ter que se moldar, pensar no que é certo e errado, não se corromper. É, bem vindo ao mundo real. Tudo que fizemos com certeza nunca será em vão, existe uma certa confusão na nossa cabeça, que não deixa ela funcionar direito. O mais triste é saber que as pessoas vêm se tornando cada vez pior. Tentar ser o que eu nunca quis, pra agradar quem eu não conheço, se tornou prática comum, conviver com isso se tornou tortura pra alguns, mas algo normal pra outros.
As vezes os jovens parecem estar cegos, penso comigo, será que vivo no mesmo país que eles? Solidariedade descartável, esquecida ao atravessar a calçada. O símbolo social se torna troféu na mão do charlatão. Fazer parte disso? Sim, fazemos parte, mas tentar fugir todos os dias é a única opção, agarrando o que tem de positivo no que existe de mais podre.

Confusão mental na madrugada, será que o sono vem? Amanhã o metrô sai da zona leste, e refletindo bem, as vezes posso estar errado.